segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quando um texto passa a ter três verdades...

Unhas roídas pela quinta vez em menos de uma semana. Por certo que não sei se era vontade de pintá-las de vermelho e acabar sendo igual à Carolina de “o que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?”, ou se era só mais um atestado de fragilidade que as mãos estampariam nos próximos dias. Nem você nem eu seria, jamais, a solução dos nossos problemas, antes sim uma contravenção de toda regra. (Logo eu, que sei ser várias, mas vez por outra quero mesmo é ser nenhuma. Que não reconheço a natureza ou a essência de cada coisa ou de mim mesma). “Não quero beber o teu café pequeno, eu não quero isso, seja lá o que isso for”... Ou quero tanto que acabo em esquecer os limites. Seja assim, com efeito: Excessivamente adepto das suas próprias manias, trejeitos, sotaques. E me faça não reconhecer o que realmente quero.
É quando deixo a preocupação de lado que a sorte me vem completa, me elogiando porque quer, mas sempre tão contida. “Sinais do corpo eu sei ler, nas nossas conversas demoradas”... Ou não o sei, e apesar de querer tanto ser imparcial, uso o olhar inquieto como peso e a interpretação equivocada como medida. Sempre a meu favor.
Confundo, não nego, desconfundo quando puder...

3 comentários:

Anônimo disse...

Houve um dia em que soube de uma frase - talvez aquela que dissesse o que quis ler desse comentário; engraçado, houve também o dia em que quis repeti-la, mas gaguejei. Acho que era assim:

"Algumas das melhores coisas da vida, descobrimos de olhos fechado. Tudo o que acontece, pode-se imaginar; tudo o que se imagina, pode acontecer".

Sou C! disse...

Gosto do sorriso largo que o teu anonimato e a falta de memória que me ocorre proporcionaram. Gosto muito.

Anônimo disse...

... que estranho anonimato esse meu,que já não esconde mais nada.