segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Não por acaso inConstânCia tem Cês em dobro.

Quando tento me equilibrar, formando o que chamam de personalidade, caio repetidamente. Produzo machucados e sigo ziguezagueando entre os baixos, médios e altos. (humores!) E falo tanto, e falo sempre, e desejo calar tantas vezes. Eis a minha especialidade: Completar com palavras os espaços das dúvidas que os sentimentos me trazem. Sou quase comum, não fosse por ser tão efusiva: Abuso dos nuncas, dos porquês e dos para sempres. E me permito. Ainda que o que ontem fora nunca hoje possa ser sempre, que o para sempre torne-se efêmero e que o porquê não passe de uma pergunta ressonando distante. Eu sou de lua porque gosto dela, embora acredite que ela muda muito pouco comparada a mim...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aos populares do mundo virtual                                 (e falsos no geral...)

Para mim... (mas isso acho que nem preciso dizer, já que o blog é meu e os créditos também!) ...essa modinha virtual "todo-mundo-é-meu-melhor-amigo" é sinônimo de uma fórmula matemática que em nada me agrada: pobreza de espírito + falsidade = popularidade.
Caso discorde, atente para o fato de que quanto mais pessoas conhecemos, mais percebemos o quanto são diferentes umas das outras, e portanto mais difícil fica de agradar a todas com o nosso jeito. Talvez (mui talvez!) seja o meu jeito o torto de ver as coisas. E o dos populares, polidos e divertidos, o certo. Só sei dizer que não sou maleável a ponto de conseguir ser gentil com todos com quem cruzo.

Para os simpáticos-queridinhos-amigos-de-todos, fica a máxima (das duas, uma): Ou você é diferente com cada um destes "amigos" maravilhosos que possui e/ou ostenta, ou você é um clone* da Madre Tereza de Calcutá.


*quanto aos clones, ainda duvido de sua existência.

"Não quero que as pessoas sejam muito gentis; pois tal poupa-me o trabalho de gostar muito delas." Salve Jane Austen!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ler Ovelhas Negras, gostar de Caio Fernando e ter uma vida em Passo.

A boa vida de significado literal que tenho, nada tem a ver com quem se preocupa comigo. Embora deveria, já que muito tentam cuidar dela ou para que se torne melhor, ou para que se torne pior, ou por pura desocupação. Caio (verbo, não pessoa) raramente no lugar-comum de dizer que se os conselhos fossem bons, eram vendidos. Gosto: Da vida que levo. Das escolhas que faço. Do tempo que gasto com coisas tão pequenas que talvez nem façam diferença.
Das pessoas as quais me aproximei com o tempo, (ainda que não precisasse haver parágrafo, já que gosto delas também) invariavelmente todas meteram suas opiniões nos meus dias e especialmente nas minhas decisões. O que, mais do que incômodo, me conduz à conclusão de que em uma cidade maior isso não ocorreria. São as cidades pequenas que fazem as pessoas se importarem com outras vidas que não as suas.
Ainda há de se considerar a hipótese mais provável: De que a intimidade, - essa pantera! - é que faz com que sintam-se todos no direito de deixar suas pegadas no caminho de quem quer andar por rumos não antes percorridos.
Nada sutil, nada sublime, nada discreta, confesso: Quero aprender a não opinar na vida de quem não me pede opinião, quero não ter de ir para uma metrópole para que isso aconteça. Quero ouvir mais do que falar. Amigos, inimigos, desconhecidos... Preciso de bons exemplos!! Se importem menos com coisas que não lhe dizem respeito.


“Os românticos e sonhadores, esses que imaginam vidas vagamente inglesas, de paixões contidas, silêncios demorados e gestos escassos mas repletos de significados, preferem a estrada do leste.”
trecho deste livro que, honestamente, é ótimo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As pessoas gostam do que não entendem

Quanto a confabular: Vejo as pessoas falando de direitos. E de ética. Vejo-as achando tudo muito lindo, mas, infelizente, meu olho é perspicaz e eu flagro a multidão não exercendo a lindeza da ética, uma frase depois do elogio à mesma. Vejo a irritação comigo por falar o que eu penso. E, por fim, as vejo me ouvir continuar a falar (essa é a parte em que fico feliz!).

Quanto aos seres em minha volta: Todos aqueles com quem convivo são medíocres e chatos, indistintamente, o que varia é a escala. Destaco também minha admiração por outros comportamentos deles, que apesar de confortantes, jamais me fazem esquecer ou deixar de odiar este termo: MEDIOCRIDADE. Primeiro, porque não sei do seu significado literal, e o emprego mesmo assim. Segundo porque é difícil de pronunciar, e terceiro porque sem ele eu só chamaria as pessoas medíocres de chatas, aqui ou pessoalmente, e elas entenderiam tudo que eu quisesse dizer.

Quanto aos comportamentos lamentáveis: Achei que o dia fosse auspicioso (meu Deus, como odeio quando certos termos são vulgarizados em horário nobre!) para determinado comportamento. Não era. Era mais um detalhe bobinho de um jogo do qual eu não gosto de participar.


Quanto às considerações finais: Acredite quando lhe disserem que você atrai o que transmite. Em grafia de relevância e notoriedade, deixo-os com Newton e sua terceira Lei:



"Para cada ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade."

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Orgulho, egoísmo e pequenas vaidades.

Ia escrever sobre a palhaçada do Edir Macedo e do que ele causou nos noticiários das duas principais emissoras do país... Mas! Falar de sentimento é uma coisa que me apetece bem mais.

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Meu orgulho passa por dois estágios: Orgulho bom e orgulho bobo.
Sou orgulhosa, sim. E teimosa. E não só porque eles rimam. Me odeio dizendo isso, mas digo porque é a pura verdade. Minhas vaidades me assustam. Minha dificuldade em admitir os erros, minha cabeça dura feito pedra e o meu braço quase que impossível de torcer, idem. Não gosto de magoar as pessoas com quem convivo, embora isso aconteça vez ou outra. Mas quando volto atrás em algo, é porque realmente estou errada e então, prepare seus ouvidos para centenas de pedidos de desculpas. Gosto de quando consigo voltar atrás depois de um erro, tanto quanto não gosto quando repito um.

Hoje passei por dois orgulhos bons de sentir:
Ajudar alguém e voltar atrás.
Caro leitor, atente para um fato pessoal:
Lançar mão de meu egoísmo me torna melhor!

E me faz esquecer de pessoas como o tal do Edir...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre voltar ao blog, sentir saudades e andar de ônibus às quartas.

Herdei um certo quê de cinismo do primeiro quase-amor que perdi. E algumas vezes é ele, o cinismo, quem me motiva a escrever, ou pelo menos ter vontade. Com ele também me tornei muito mais crítica, o que foi uma pena... Porque eu adorava saber ser doce ainda que com a mais ignorante das criaturas. Há saudades guardadas de algumas épocas da minha vida. Guardadas sem nostalgia. Contudo, se detivesse o poder de voltar ao passado mas não de alterá-lo, o faria? Foi o que pensei hoje, olhando o mundo através da minha janela do ônibus. Aquele. De todas as segundas, quartas e sextas... Pensei também que detesto que me invadam. A intimidade faz com que as pessoas fiquem absurdamente irritantes e isso me incomoda a tal ponto que o caso torna-se, no mínimo, indisfarçável. O que lamento é que eu quem dou essa condição às pessoas: Sou efusiva, inteira e falante, o que as sugere que sou fácil de conhecer. Elas estão certas.



O fato é: Nutro um sentimento curioso e não-nominado por quem arranca de mim a discrição ou lança mão da intimidade por mim concedida como quem nada quer.



Será mesmo, Pitty ? Que só trememos por nós mesmos e por aqueles que amamos?