domingo, 9 de janeiro de 2011

Perpetrar

Quis dizer que tudo fica sempre bem. Que as coisas se acertam, que nada é pra sempre e que quanto mais cedo aprendemos a não levar nada muito a sério, mais cedo a gente sorri por si mesmo. O mundo é de quem se atreve e se permite. Eu quis fazer de aprendiz alguém que queria aprender... Tudo que eu queria estar cansada de saber e ainda não sabia.
Quis fazer com que as coisas mudassem para melhor. Não detinha palavras tão poderosas. Ou não sabia fazer isso sem misturar duas doses de loucura entre as palavras. Perpetramos. Podia estar realmente arrependida. Não estava. Não assim, realmente com todas as letras.
Era simples. Era próximo. Nós poderíamos ser tudo. Mas éramos apenas o que éramos: Brinquedo novo, multifuncional, com um botão de stop que não funciona.

"(...) Então é o vício
É o que te faz correr atrás...
De mais que o início.
E bem que eu te avisei
Aquela vez que eu te encontrei...
A vida corre pelas ruas numa busca sem sentido.
Enquanto o mundo está em guerra por paz,
não me pergunte o que é que eu quero da vida.
O que é que eu quero da vida?
Eu tenho sede de mais!
(...)
Mas deixe eu só te dizer
O quanto eu quero bem você
Deixe eu só te dizer
O quanto eu quero bem você..."

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