segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Qualquer menina sonha...

...com um cara como eu." Disse. E aquilo parecia tão sonoro quanto infundado. "Qualquer menina não gosta de ser designada como qualquer menina." Pensei. "Você não é uma, não há como saber o que nós, quaisquer meninas, pensamos." Minha ironia inconsciente gritou.
"Mas eu não sou qualquer menina." Foi o que respondi. Apesar de acreditar seriamente de que tentar convencê-lo disso a essa altura, já não era plausível. Não saberia dizer quem estava fingindo mais. O cara descolado e desinibido que ele tentava ser, ou a garota que assume o papel de preocupada com a sustentação da relação que eu estava representando.
Manti todos os músculos da face imóveis, afim de persuadí-lo da minha total indiferença para com o desgaste letal que aquele amor estava sofrendo no exato instante em que ele replicou:
"Se tu quer um cara que não ligue a mínima pra ti.." Decido aqui por substituir alguns termos, o que em nada altera o sentido das frases... "Eu estou sendo esse cara."
E se foi. E eu soube como das outras vezes, que doía mais nele do que em mim. Que ele voltaria.

Minhas forças estão aquém da força necessária pra fazer alguém mudar por mim. As mudanças não resolvem nada quando a personalidade está condicionada a ser aquilo e ponto final.

2 comentários:

Ana Gabriela disse...

você escreve incrivelmente bem, adorei

Tay : disse...

Adoorei esse!