domingo, 7 de julho de 2013

Eternidade

Às vezes qualquer impulso, em qualquer sentido, é contrário à condição. A frase parece desconexa, e talvez seja mesmo. Mas é que às vezes estamos em fase de inércia... Por um motivo ou por outro fomos desencorajados a agir. Qualquer decisão é comissiva demais pra caber em nossa vontade de sossego, de afastamento, de omissão.
Explico. É como se fosse melhor contemplar o passado e o futuro em vez de viver o presente. É como se um estado de negação nos condicionasse a deixar de acreditar que as escolhas são assim tão importantes. Ou simplesmente deixamos de escolher pra se eximir da culpa, da responsabilidade, da autoria dos atos correspondentes. Cruzamos os braços, mesmo descontentes, e esperamos: O tempo certo de perdoar, a maneira de romper, desapegar, livrar-mo-nos. É como se assistíssemos a própria vida à espreita do momento em que será necessário parar de amargar, fingindo que não vê.
É como se essa espera concretizasse uma briga silenciosa contra a própria condição que se apresenta: de uma vida média, inerte... Sempre igual. Decidir romper com o que nos impossibilita pode levar tempo, pode acontecer de ímpeto. Mas é primordial.
Descruzo os braços, olho em volta. Começo a prestar atenção no que interessa. É a fase que torço pra que se prolongue. É a máxima na qual não me queixo de estar inserida. É quando insisto que o rompimento com a mornidão vire eternidade.

3 comentários:

Anônimo disse...

Isso só acontece com quem quer viver a vida de outra pessoa, quem quer roubar a felicidade de outra pessoa! Um ser bem resolvido vive o presente e não fica remoendo o passado, ou esperando o futuro! Vai procurar um psicólogo e se tratar!

Sou C! disse...

...já ódio anônimo e gratuito nem Freud explica.

Jaqueline Nienkotter disse...

Já dizia Cacaso "Felicidade é memória e projeto"...