quarta-feira, 24 de março de 2010

As três estrelas

Estas letras serão tão breves e com conteúdo tão específico que eu não saberia dizer se são apenas um complemento, ou então uma crítica às que as antecederam. Nasceram pra dizer apenas que eu não gosto de ser pela metade. E que eu não gosto de meio termo, de atitude morna, de vida equilibrada. Que não estou disposta a chegar em casa querendo que tivesse sido mais do que realmente foi. Que sou agora, sempre, muito, excessivamente. Pra dizer que eu não consigo alcançar êxito sem ser reconhecida.
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Eu não me contento com dez sem as três estrelas.

8 comentários:

------------------------- disse...

Tem uma frase de um ex-Presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que utilizo como uma razão para toda e qualquer ação minha.

Penso, eu, que ela reflete uma intensidade de ações. Naquilo que minha mãe me ensinou de ser o melhor, não apenas o bom.

Aí vai ela:

"Muito melhor é ousar grandes feitos, ganhar gloriosos triunfos, mesmo salpicados de falhas, do que se alinhar com aqueles pobres espíritos que nem se alegram muito nem sofrem muito, porque eles vivem no crepúsculo cinzento que não conhece vitória ou derrota."

Acho, sinceramente, que este novo post foi um complemento ao anterior.

Discordo, no entanto, daquilo que colocastes no final do seu texto, quando falas em reconhecimento.

Acho que o reconhecimento dos outros não pode ser o marco para os seus grandes feitos. Pelo menos, eu nada faço buscando o reconhecimento dos outros. Faço, sim, porque penso que o meu reconhecimento que é válido. Por aquilo que eu reconheço que é o melhor, mais bem feito, mais correto.

Acho que temos que ser dez com três estrelas, mesmo que isto seja uma forma de reconhecimento do nosso sucesso; mas, não fazer as coisas que motivaram este dez com três estrelas pelo reconhecimento dos outros.

Mas, sim, pelo nosso reconhecimento de que elas são as melhores coisas a serem feitas.

É confuso esse meu pensamento, é. Mas, também, sou confuso por excesso.

;)

Beto"

Sou C! disse...

Beto...

Não vejo nada de confuso no que dizes. Entendo a ideia de não ser importante sermos motivados pelo reconhecimento alheio, e acho até que concordo, muito embora não aparente.
O que me refiro no post, ou pelo menos tentava referir, é que aos meus olhos ser "melhor" no próprio mundo não basta. Não é êxito, literal, uma vez que ninguém note que há êxito/progresso/grande feito.

Até os "pobres espíritos que nem se alegram muito nem sofrem muito" deveriam saber notar os que se importam com as três estrelas! Né?

------------------------- disse...

Sou C!...

Então, compreendi o seu raciocínio. Tenho a certeza de que os pobres espíritos notam aqueles seres de três estrelas...

Entendi onde querias chegar, ou seja, "aos seus olhos"...

Mas, até precisava discordar, porque as grandes discussões surgem das contraposições ;p

Coloquei, tão somente, "os meus olhos" sobre o tema, em uma linguagem prática. Ou seja, eu jamais fiz algo para ser reconhecido. Se fiz e gostaram, obrigado. Se fiz e não gostaram, tudo bem, mas eu fiz.

Acho que tem um pouco, bem pouco (é claro), de Dom Quixote. Ou seja, analisar o mundo de maneira que não seja dada importância aquilo que os outros pensam de você!

Mas, que se trata de uma longa e interessante conversa... isso se trata ;)

Beto"

Sissi disse...

Concordo com Dom Quixote. e muitas vezes não analiso as entrelinhas...
acho profundo e reflexivo. Palavras são feitas para pensar... e pode ser pensar depois, bem depois!

Dona ervilha disse...

E porque não te contentas com menos, lá vem o dez e suas estrelas! Tenho muito orgulho, além de saudade. Beijo.

Dona ervilha disse...

Vai lá no mundo das ervilhas e vê se te lembra daquilo que eu contei, vai! :)

Viva la Vida disse...

Nunca havia parado para pensar quanto a esta "temática", agora tenho um novo conceito de reconhecimento...MUITOS AINDA OLHAM PARA O CÉU E VEEM AS 3 MARIAS,MAL SABEM ELES QUE UMA DELAS SE APAGOU FAZ MUITO TEMPO, CONTINUAM SENDO 3, ETERNAS.

Sou C! disse...

Talvez seja essa uma daquelas conversas que rendem textos posteriores :) Né?

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Vou te visitar sim, Dona Ervilha!