Para renascermos com eles.
Casar em janeiro
Do ano 1
É crer na esperança
De um começo novo
De tempos em tempos.
Reunir amores
para celebrar publicamente o amor
É dar um recado ao destino,
Quase em ritual:
Nós todos cremos.
Nós nos reinventaremos
Quantas vezes for necessário
para que o sentimento bom
Que nutrimos um pelo outro
reverbere
do nosso quintal para o mundo.
Nos vestiremos de festa
Bateremos palmas e corações
Verteremos água salgada pelos olhos
Transbordaremos a fé de que o amor
É coisa que pulsa no peito de toda gente
No mesmo compasso.
Que é coisa graúda, que se exalta
Com luzes quentes
Taças para o alto
Dancinhas frenéticas
Sorrisos para os cliques
do álbum bonito que guardará
Momentos do dia em que nos encontramos
Só para que o amor fosse esta coisa bendita
Que, bem no fundo, ele já é
Desde que nasceu.
Um casamento tem seus mistérios.
Como será o vestido da noiva
Que música tocará
No momento em que a primeira lágrima
Com sorriso embutido
For derramada
E quantas tribos serão capazes de se reunir
Só para concordar:
Amor é ponto de convergência
Amar é um ponto
inicial,
De partida para a aventura
De conviver.
Casar é inaugurar a chance
De enxergar as belezas do mundo
Desde dentro dos olhos atentos das pessoas
Que nos testemunham alegres
Com a coragem de desejar
Que, por uma noite, sejam todos bem felizes
Junto conosco