quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A doença

“(…) Há meses reflito sobre a doença de refletir demasiadamente e estabeleci com toda a certeza a correlação entre a minha infelicidade e a incontinência da minha razão. (…) Eu não consigo deter meu cérebro, diminuir o seu ritmo. Sinto-me como uma locomotiva, uma velha locomotiva que se precipita nos trilhos e que não poderá jamais parar, porque o combustível que lhe dá a sua potência vertiginosa, o seu carvão, é o mundo. Tudo o que vejo, sinto, escuto, se engolfa no forno do meu espírito e o impele e faz funcionar a pleno vapor. (…)”

(Martin Page)

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