quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Texto cru ou: Das coisas que só acontecem comigo

Me procurou por telefone, a apaixonada. Descontrolada. Insana. Caduca. Demente. Aos gritos. Divagou uma história de ser a amiga da amiga da avó da prima do cocô do cachorro, e que tinha sabido do meu beijo nele no sábado. Pedi para que encurtasse a conversa, fosse sincera e direto ao ponto, porque eu não tinha a noite toda para ouvi-la. Expliquei-a que eu não o beijei. Não só no sábado, como em nenhuma outra oportunidade na vida toda. Continuou berrando. Logo, gargalhei e mandei crescer, mas acho que ela não gostou muito não, com razão. Pus a educação pra funcionar e concedi mais cinco minutos para bem de que voltasse ao corpo e, quem sabe, estabelecessemos uma conversa razoável. O problema é que os cinco minutos seguintes foram os mais desastrosos do telefonema! Quando eu digo que as pessoas ficam transtornadas e irreconhecíveis quando estão fortemente apaixonadas, ninguém acredita!

Enfim... Acho situações de completa inocência, seguidas de acusação gratuita, um pouco tensas. Pagar um preço caro demais pelo que nem se fez é no mínimo desagradável. Mas gente insegura, por outro lado, não é só tenso, patético e desagradável. Gente insegura realmente se encaixa bem no meu conceito de merda.

2 comentários:

Cátia disse...

Precisamos conversar urgente!

Francisco de Assis disse...

Conceito bacana,
de quem não se encontra
quando ama.
Acontece que desse jeito
ela não tira do peito
este carinha
que só desanda.
Desligue o telefone
de preferência
na cara dela,
Cinderela.
Ela
vai entender melhor assim
que você não a aguenta
e o amor que ele sentiu
provavelmente
já chegou ao fim.