domingo, 17 de outubro de 2010

Maresia

O meu amor me deixou. Levou minha identidade, não sei mais bem onde estou... Nem onde há realidade. Ah, se eu fosse marinheiro, era eu quem tinha partido! Mas meu coração - ligeiro! - não se teria partido... Ou se partisse colava com cola de maresia. Eu amava e desamava. Sem peso e com poesia... Ah, se eu fosse marinheiro! Seria doce meu lar. Não só o Rio de Janeiro, a imensidão e o mar... Leste, Oeste, Norte, Sul. Onde o homem se situa quando o sol sobre o azul, ou quando no mar há a lua... Não buscaria conforto; Nem juntaria dinheiro. Um amor em cada porto!
Ah, se eu fosse marinheiro...


Adriana Calcanhotto

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