terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mais a respeito do post "Caio sempre!" ou [DESABAFO:] Beleza não compensa indelicadeza!

Todos os, ...sei lá, arrisco dizer QUATRO primeiros caras pelos quais me interessei eram - salvo uma exceção - maravilhosos. Maravilhosos mesmo. Invariavelmente, gentis. Tinham um conjunto razoável de atributos que me faziam suspirar, embora não fossem perfeitos. Uns tinham sorrisos lindos, outros tocavam violão, outros citavam filósofos, outros visitavam frequentemente o blog. Até aí, estava eu plenamente convicta de que: Ou os homens seriam realmente bonitos ou realmente inteligentes, nunca as duas coisas. Mas vá lá, que uma virtude pode contemplar a falta de outra, em certas ocasiões. Principalmente quando a virtude é a gentileza.
Foi quando o conheci. E os olhos brilharam de contentamento pela possibilidade... Seu jeito tímido, a cor dos cabelos, o sorriso aberto, a adaptação do nome italiano e o vestibular disputado em uma das faculdades do estado (que eu conhecia) era mais do que suficiente para preencher os requisitos e passarmos para o que eu chamaria de entrevista. Lindo, charmoso, simpático, tímido... Ok. Já deu pra entender que cheirava novidade na minha breve lista. Cedi. Estava na hora de trocarmos as primeiras palavras, virtualmente, depois de semanas nos encarando de longe, sabendo tão pouco. Aquela timidez, beleza e possibilidade de inteligência me eram assustadoramente afrodisíacos. Afrodisiacosíssimos. Foi quando tudo desandou. Nunca vi nem li ninguém tão explícito em toda a minha vida! Que errasse tanto em escolher adjetivos carinhosos (leia-se: nenis, bonitinha, gatinha...) nem que me cantasse tão descaradamente e de um jeito tão burro, bruto, insensível, beirando o cavernoso.
Lindo, charmoso, simpático, tímido... Nojento. Detestei, não haveria de ser diferente. Esvaiu-se sem titubear a minha chance de beijar um galã de novela com ares de novo gênio sabe-se lá, agora, de que área. Consagrou-se, de imediato, a lei da compensação. E não poderia terminar este post dedicado a ele sem a clássica: É melhor calar tendo a possibilidade das pessoas acharem você um imbecil, do que "abrir a boca" e elas terem certeza absoluta disso.

p.s.: Feliz dia das crianças!
E "nenis" é a senhora sua mãe, energúmeno!

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