quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Retrato pra Iaiá [2]

Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade. Pois é que assim, em ti, eu me atirei e fui te encontrar pra ver que eu me enganei. Depois de ter vivido o óbvio utópico, te beijar... E de ter brincado sobre a sinceridade e dizer quase tudo quanto fosse natural... Eu fui praí te ver, te dizer: Deixa ser. Como será quando a gente se encontrar? No pé, o céu de um parque a nos testemunhar. Deixa ser como será! Eu vou sem me preocupar. E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar. De perto eu não quis ver que toda a anunciação era vã. Fui saber tão longe mesmo você viu antes de mim (...) E agora o que sobrou: Um filme no close pro fim. Num retrato-falado, eu fichado, exposto em diagnóstico. Especialistas analisam e sentenciam: Oh, não! Deixa ser como será. Tudo posto em seu lugar. Então tentar prever serviu pra eu me enganar. Deixa ser. Como será. Eu já posto em meu lugar, num continente ao revés, em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê.
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Hermanosssempre!
De novo, de novo, de novo. (feito mantra)

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