terça-feira, 4 de maio de 2010

(...)

- Pois é, falou até dos olhos...
- Hmmmm...
- Só que se enganou na cor... E depois ainda deu uma desculpa...
(risos)

(...)
- ... mas, sabe, era muito superficial. Tu pensa o que quiser quando está lendo.


-

E eu refleti, então, sobre o que caracteriza as palavras,
os gestos e as verdades como superficiais.

8 comentários:

Anônimo disse...

Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

(Moska - A Seta e o Alvo)

Anônimo disse...

...e as verdades são sempre superficiais!

Sou C! disse...

Sei que não devia estar assumindo isso, mas...


Não sei interpretar teu comentário de um jeito imparcial.
Ele também é superficial? (como as verdades)?

Anônimo disse...

as verdades podem sempre ser superficiais, mas não são superficiais aqueles que as entoam. às vezes, só é difícil compreender, e dái não nos dispomos - tomamos a primeira interpretação que nos cai nas mãos e a utilizamos como escudo, ou arma.
eu sinto.

(...)

Anônimo disse...

e o que importa se as verdades são superficiais... elas não não durariam para sempre - para sempre é tempo demais, e há quem não pague o preço. para mim, não importa a superficialidade da verdade, importa a não-superficialidade de quem a entoa.

mas sinto, sinto profundamente, que seja seja tomado como superficial - as verdades, as pessoas - a partir de um enunciado qualquer, que contradiga os olhos, os gestos, as palavras - contradizer por que, devem ser também vistas como superficiais também.

e então toma-se um discurso, e à voga de uma primeira interpretação, sem diálogo qualquer, faz-se dele um escudo, ou uma arma...

sinto, mas me calo.
ainda lembro o meu lugar.

Sou C! disse...

Engraçado: Eu sinto, também, mas não me calo.

Vou fazer um texto pra você.
Espero que... não, eu não espero que goste ou que responda. Eu só espero que leia.

Anônimo disse...

Hoje, é um dia não superficial. Talvez eu o leia.

Anônimo disse...

?