terça-feira, 23 de março de 2010

Uns caras... Uns influenciadores de escolhas... OS CARAS INFLUENCIADORES DE ESCOLHAS!

Os caras aos quais me referirei serão tratados pelas primeiras letras alfabéticas por um motivo simples: Meu objetivo não é identificá-los. Contudo, poderia mesmo dizer que o cara A me sustenta, o cara B é parecido comigo e também diferente de mim, o cara C escolheu ser o melhor e o cara D gosta de sapatos sempre limpos. A ordem pela qual foram apresentados é a ordem pela qual apareceram em minha vida.
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Conversava com o Bê - pera lá, que ainda não me adaptei a essa estória de tratar os caras por letras, e não pelo som que a letrinha faz... - e nessa conversa com B tratávamos do assunto de "Ser muito bom em alguma coisa" ou "Ser razoável em quase tudo". Acho inclusive que fui quem sentenciou logo: - Quero ser muito boa em algo. Quando ele me disse que escolhia a segunda opção, eu reprovei imediatamente o que, mais tarde, viria a confessar nessa "pseudoanedota".
A conversa teve reticências particulares - minhas... só minhas... - durante toda a semana... E minha primeira conclusão foi a de que meu método é controverso. Como é que, alguém que diz querer ser muito boa em apenas uma coisa, se policia ferreamente para que não erre em nada? Como alguém que quer ser boa em algo específico "atira pra todos os lados"? Posso perder tempo com múltiplas coisas que me prendem a atenção, ou preciso prender minha atenção em alguma coisa que seja tudo, com exceção a múltipla?
Sou capaz de garantir que em resposta a essa última pergunta o cara C me diria que para ser melhor, devo intensificar meus esforços em uma causa, raciocinar quase que exclusivamente para ela, achar a solução do meu questionamento, ou até mesmo eleger uma verdade pra poder seguir empilhando outras em cima destas primeiras. Minto. Eu não sei se posso garantir que ele responderia isso, mas carrego a certeza de que esta é a vida que ele leva: Uma procura pelo absoluto, pela pessoa, coisa, forma, verdade... que se sobreponha às demais. E é aí que entra o cara D... Horizontalizando tudo. Me pondo louca - seja lá o que isso quer dizer - "igualdadezando" as pessoas e as verdades. Me dizendo que eu posso admitir meu instinto curioso, e ainda por cima ser boa ao "investigar" as milhões de coisas que se apresentam a mim tão multifacetadas que seria impossível eleger uma como a mais realista.
Findamos com o primeiro dos apresentados: O cara A, meu provedor. Que não sabe que o cara B pensa como pensa, "pouco importa". Que em tese nem vê diferença entre o cara C e o cara D, "são todos malucos". Contudo, certamente é o cara que está mais ansioso pelos fins de qualquer escolha minha. Inclusive esta, que conversas com caras B, C, D, em geral, me fazem vir a ter.
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Se eu soubesse citá-lo adequadamente eu faria as palavras de um cara que li hoje virarem parte deste texto. Como não sei, jogo "no ar", apenas, a necessidade iminente de escolher entre "dar conta de pouco muito bem, ou dar conta não muito bem de muita coisa".
Eu fiz uma escolha. Acho hoje (não no sentido de atualmente, e sim no sentido de antes de amanhã) que o cara B tinha mesmo razão.

4 comentários:

Viva la Vida disse...

Mistérios sempre fizeram parte da humanidade (e ainda fazem), uma boa trama são o que os tornam emocionantes, a temática são os que o tornam viciantes, a realidade por trás de tudo o tornam ainda mais cativantes...

------------------------- disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
------------------------- disse...

Já disse que virei assíduo leitor do seu blog ;)

Interessante estas conversas de caras. Demonstra, acima de tudo, penso eu, na diversade e, ao mesmo tempo, igualdade de pensamento entre os caras.

Afinal, no fundo, lá no fundo, parece que todos os caras do alfabeto inteiro (hahahaha) são iguais. Quero dizer, parecidos. Aliás, iguais.

Enfim, são caras ;)

Beto"

Anônimo disse...

há o dia D?