quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu subestimo desconhecidos.

Mas não me enobreço disso. Apenas subestimo. Julgo pequenos atos, pequenas legendas, pequenas comunidades, pequenos atos falhos. Desqualifico as pessoas por detalhes que podem nem ser tão importantes. Tenho um perfil bem definido quanto às características pra ter uma amizade comigo, mas também não penso que as pessoas precisam se "esforçar" pra atingir esse grau. Apenas subestimo. Assim, de forma gratuita.

Não tenho preferência por magros ou belos. Contudo, os meus amigos precisam ser críticos e auto-críticos. É a regra. Precisam ser inteligentes, mas não precisam ser fãs dos Hermanos, precisam ser cultos, mas não precisam ter lido a obra completa de Shakespeare e Machado de Assis. Precisam ser interessantes, mas o padrão de estilo pode ser diferente do meu.

É fácil, afinal. Mas nem tanto. Poucos são os que me convencem, que me conquistam. Sou agradável com todos, mas sou eu mesma com poucos. Escolho pra amigos os que são complexos o suficiente pra entender meus chiliques e terem, vez ou outra, os seus próprios, assim nos aturamos e rimos de tudo depois. Aos desconhecidos, porém, apenas subestimo. Isso pode trazer em si um rótulo de mimada ou esnobe, pode me afastar de algumas pessoas, mas é o meu jeito e eu confesso que me orgulho dele. Não me esforço pra ser popular, também porque não consigo fazer pose.


O que eu tenho, enfim, me basta.

2 comentários:

Tai disse...

Me enquadro infinitamente nos que te agradam, e me enobreço por tal. Tomei por base características claramente citadas com tuas palavras. Gostar de Hermanos,é a principal. E ver que você, é assim como eu, sendo você mesma somente aos que lhe convém, me faz uma infinidade de "cês" de "Cláudia" do início ao fim.

Dona ervilha disse...

Te reserva a surpresa da surpresa. Às vezes. Só às vezes. Depois a gente conversa.
E ajeite pra me deixar na lista dos amigos. Dos bem amigos. Tu está na minha lista, na fileira dos que jamais vão sair dela.
Te linkei nas ervilhas, tá?!
Beijo.